CETRA realiza evento online sobre a COP30, Agroecologia e Justiça Climática

O objetivo é dialogar com os debates em torno da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025
ATUALIZAÇÃO 03/12: A roda de conversa online sobre Justiça Climática, Agroecologia e COP30 que aconteceria nesta quarta-feira, 4, foi adiada. Tão logo tivermos uma próxima data definida para este evento anunciaremos por aqui!
No dia 4 de dezembro, a partir das 15h, o Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador e à Trabalhadora (CETRA) realiza uma roda de conversa com o tema “Agroecologia e Justiça Climática: construindo territórios saudáveis e resilientes”. O evento é aberto ao público e acontece de forma online no canal do YouTube do CETRA.
O encontro reúne pesquisadoras, gestoras públicas, organizações da sociedade civil e agricultores/as e vai dialogar com os debates em torno da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 – COP30, que aconteceu em novembro em Belém/PA.
O evento conta com a participação de Fabrina Furtado, professora do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) da UFRJ; Isabela Lourenço, Engenheira ambiental que atuou no IBAMA e atualmente é analista ambiental no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); Sandra Afonso, coordenadora-geral de Combate à Desertificação no Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, na Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Carlos Magno, coordenador do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá e ponto focal da Plataforma Semiáridos da América Latina.
A mediação do evento fica por conta da coordenadora-geral do CETRA, Neila Santos, conselheira no Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF).
O objetivo é refletir sobre os desafios e as disputas em torno da Caatinga e do Semiárido brasileiro, articulando diferentes perspectivas:
- as políticas nacionais de enfrentamento à mudança do clima;
- o combate à desertificação;
- as críticas às novas economias climáticas que incidem sobre os territórios;
- as experiências agroecológicas e;
- estratégias e resistências que os territórios vêm construindo para serem mais saudáveis e resilientes.
O Semiárido e a Agricultura Familiar na COP30
Embora a agricultura familiar seja a base das discussões no debate sobre mudanças climáticas por movimentos agroecológicos, essa foi a primeira conferência em que a pauta ganhou destaque.
Diversas ações, entre elas a campanha “Agricultura Familiar na COP30”, foram articuladas e mobilizadas pela a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e outras organizações.
Isso mostra como a agricultura familiar, as experiências agroecológicas nos territórios em diversos biomas do nosso país, entre eles o bioma Caatinga, tem enfrentado os impactos das mudanças climáticas e têm sido eficientes para mitigar as mudanças do clima e promover transição justa dos sistemas alimentares.
A principal reivindicação do campo da agroecologia é a de que a agricultura familiar é importante não só para a alimentação saudável, mas também para a manutenção do clima.
Evento:
Roda de Conversa Agroecologia e Justiça Climática: construindo territórios saudáveis e resilientes
Quando: dia 4 de novembro de 2025
Horário: 15h
Onde: Online, pelo Youtube
Link: Canal CETRA Ceará


