CETRA assina contrato com o SDA para execução do Projeto Sertão Vivo Ceará
Assinatura ocorreu no primeiro dia do mês de abril
Por Pedro Mairton

O CETRA assinou em 1º de abril o contrato para executar o Projeto Sertão Vivo Ceará, financiado pelo Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA) do Governo do Estado do Ceará. O evento ocorreu no auditório do SDA.
O acordo possui o valor total de R$ 129,9 milhões. O CETRA é uma das nove instituições para executar a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) prevista no contrato, além de ser uma das dez implementadoras de tecnologias sociais para o Semiárido Brasileiro (SAB), tais como cisternas, reuso de águas cinzas, fossas ecológicas e fogão ecológico, entre outras.
O projeto tem como objetivo geral transformar os sistemas produtivos das/os agricultoras/es familiares do Semiárido nordestino para aumentar a produção e, ao mesmo tempo, reforçar a resiliência diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Essa transformação visa a ampliar e estabilizar a renda familiar e a segurança alimentar, além de incentivar os jovens a permanecerem ativos nas áreas rurais. Esses sistemas também contribuirão para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas.
Os municípios de atuação do CETRA já estão definidos, que são: Apuiarés, General Sampaio, Irauçuba, Itapajé, Miraíma, Tururu, Umirim, Uruburetama, Pentecoste, São Luís do Curu e Tejuçuoca.
Estiveram representando o CETRA na assinatura do contrato a coordenadora geral Neila Santos, a coordenadora financeira Erika Bley e a coordenadora de projetos Selma Rodrigues.
Neila vê no Projeto Sertão Vivo a oportunidade de fortalecer a agroecologia nos territórios e também de agregar no conhecimento de agricultoras/es, povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que serão impactadas pelo edital.
“Para o CETRA, o Sertão Vivo é uma ótima oportunidade para o fortalecimento da agroecologia no território Vale do Curu e São Luis do Curu, possibilitando a ampliação e replicação metodológica que nossa entidade já desenvolve com a implantação de sistemas agroflorestais (SAFs) em diversos municípios do Ceará e Rio Grande do Norte por meio de outras parcerias, a exemplo do Projeto Floresta de Alimentos e ATER Bem Viver Semiárido”, iniciou Neila.

“A replicação dos SAFs em outros territórios deve fortalecer as experiências das/os agricultoras/es, de povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais, bem como influenciar as gestões municipais para replicação dessas, promovendo um modelo que fomente o equilíbrio entre o uso dos recursos naturais, a capacidade de regeneração das condições ambientais, a produção de alimentos saudáveis e a diminuição das desigualdades sociais”, completou.
A ação do CETRA atenderá 2.792 famílias, entre elas agricultoras/es familiares e assentadas/os da reforma agrária; povos e comunidades tradicionais, incluindo quilombolas, extrativistas, pescadores, dentre outros; mulheres e jovens rurais; população rural em situação de insegurança alimentar e nutricional; áreas rurais com maior incidência de pobreza e famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade climática nos municípios citados.
O valor de R$ 129,9 milhões investidos pelo Governo do Estado do Ceará contam com a parceria do BNDES, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Fundo Verde para o Clima e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.


