P1+2: Com programa da ASA, CETRA vai construir mais 147 tecnologias de segunda água no CE

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Parte do Programa de Cisternas, o P1+2 se dedica a implementação de tecnologias de armazenamento de água para a produção no Semiárido

Por Rose Serafim

Nos próximos 18 meses, comunidades rurais de Irauçuba e Tejuçuoca receberão 147 tecnologias de segunda água e 8 Casas de Sementes. O CETRA vai executar uma nova etapa do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), iniciativa da Articulação Semiárido Brasileiro – ASA, financiada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Nesta semana, dos dias 18 a 22 de agosto, o CETRA e outras dezenas de organizações que atuam no Semiárido brasileiro participaram da Oficina de Planejamento promovida pela ASA em Gravatá, em Pernambuco. Sob o tema: “Democracia Forte, Brasil Alimentado”, representantes das entidades, coordenadoras e coordenadores do projeto, comunicadoras e comunicadores reuniram-se para pensar a execução das atividades a serem desenvolvidas em 18 meses.

“É um momento fantástico”, define Érika Bley, coordenadora executiva do setor financeiro, sobre a Oficina promovida pela ASA. 

“São mais de 300 pessoas reunidas planejando, intercambiando experiências, se fortalecendo na sua profissão, no seu trabalho, nas suas ações de campo e fortalecendo a rede ASA, a rede de agroecologia e as nossas pautas”, ressalta Bley.

A nova etapa será executada em comunidades rurais dos municípios de Irauçuba e Tejuçuoca. Serão construídas 147 tecnologias de armazenamento de água de produção, o que também chamamos de segunda água.

As tecnologias serão divididas entre:

  • Cisternas Calçadão;
  • Cisternas de enxurrada;
  • Barragem subterrânea.
  • Cisterna comunitária.

As famílias beneficiadas pelas tecnologias também terão acesso ao fomento no valor de R$ 4.600, repassado em duas parcelas:

  • Primeira parcela: R$ 2.600;
  • Segunda parcela: R$ 2.000.

 O valor é destinado ao investimento na produção da família e um grande avanço no programa, destaca Carla Galiza, coordenadora dessa nova etapa do P1+2 no CETRA.

Para ser beneficiada, a família precisa corresponder aos seguintes critérios:

  • Estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico);
  • Não ter participado do Programa anteriormente.

“São territórios históricos de atuação do CETRA”, diz. O P1+2 é um programa de grande importância para garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias, lembra a coordenadora.

Com fomento, “As famílias vão ter a oportunidade de ter um projeto produtivo, pensado, elaborado com assessoria técnica, com recurso para implementar esse projeto, e isso vai fortalecer as famílias no campo da agroecologia e na produção de alimentos saudáveis, garantindo a segurança alimentar e nutricional dessas famílias. E também com a produção de alimentos para garantir renda na comercialização agroecológica”, conclui.

Casas de Sementes

Outra novidade do P1+2 é a junção com o Programa de Sementes. A partir desse contrato, o CETRA vai implementar 8 casas de sementes nos dois territórios. Cada casa terá uma cisterna comunitária com 30 mil litros de capacidade de armazenamento, para uso comunitário, e um campo de multiplicação de sementes.

Construção de casas de sementes, cisterna de 30 mil litros e implantação de um campo de multiplicação de sementes

A criação de Casas de Sementes é uma prática agroecológica que fortalece práticas ancestrais nos territórios. Os equipamentos preservam a agrobiodiversidade e a riqueza genética das sementes crioulas, além de serem espaços geridos pelas comunidades e de defesa da soberania nos territórios.

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