CETRA vai a Brasília para participar da Plenária Nacional do GT de Mulheres da ANA

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Encontro voltou a ocorrer presencialmente após quase dois anos e celebrou duas décadas da fundação do GT

Por Pedro Mairton

Em torno de 45 mulheres participaram da Plenária (Foto: CETRA)

O CETRA participou da Plenária Nacional do Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia. O evento ocorreu no último fim de semana, entre os dias 20 a 22 de março, em Brasília-DF.

Cerca de 45 mulheres estiveram na Plenária, cada uma representando Organizações da Sociedade Civil, como o CETRA, além de outros Movimentos, Redes e GTs que integram a ANA em todo o país. Foi a primeira reunião presencial após um período de quase dois anos.

A coordenadora geral Neila Santos representou o CETRA no encontro. Ela destacou a importância da reunião, que fortalece a instituição na construção de políticas públicas para mulheres do campo.

“Esse espaço é muito importante e estratégico para fortalecer nossa ação institucional nas lutas com as mulheres. O CETRA é uma organização que tem um trabalho histórico com mulheres rurais e o espaço dos GTs de Mulheres da ANA nos ajuda a se fortalecer, além de levar nossa experiência no trabalho e construção de políticas públicas para mulheres rurais”, disse a coordenadora. 

Coordenadora geral do CETRA, Neila Santos (à direita) representou o CETRA na Plenária (Foto: CETRA)

A coordenadora destacou que este é espaço de intercâmbio entre mulheres de todo o Brasil seja técnicas, militantes, agricultoras, assentadas e de comunidades e povos tradicionais e pesquisadoras, que convivem com situações que exigem a luta pelos direitos delas.

“Também temos contribuído dentro do GT para problematizar e levar o debate da ATER Agroecológica. Nesse espaço, temos feito isso a partir dos projetos, editais e chamadas públicas específicas para mulheres, como o ATER para as mulheres, os quintais produtivos. Então, na nossa experiência, a ação que desenvolvemos específicas para mulheres são levadas para dentro do GT, e a partir da reflexão com outras experiências no país também contribuímos para incidir nas políticas públicas e no governo, em todas as instâncias”.

Neila pontuou ainda as ações e experiências do CETRA voltadas para as mulheres nos projetos dentro dos territórios de atuação.

“Também temos contribuído dentro do GT para problematizar e levar o debate da ATER Agroecológica. Nesse espaço, temos feito isso a partir dos projetos, editais e chamadas públicas específicas para mulheres, como o ATER para as mulheres, os quintais produtivos. Então, na nossa experiência, a ação que desenvolvemos específicas para mulheres rurais são levadas para dentro do GT, e a partir da reflexão com outras experiências no país também contribuímos para incidir nas políticas públicas e junto ao governo, em todas as instâncias”, concluiu a coordenadora.

O evento celebrou os 20 anos de história do GT das Mulheres na ANA e tinha os seguintes objetivos:

  • Fortalecer a organização das mulheres em todo o país;
  • Aprofundar o debate político sobre a conjuntura nacional;
  • Avançar na formulação feminista e agroecológica;
  • Construir um plano de ação no contexto das eleições gerais e rumo ao V ENA (Encontro Nacional de Agroecologia).

Programação

Análise de conjuntura e mesas de debate foram realizadas na Plenária (Foto: CETRA)

A programação da Plenária contou com análise de conjuntura, mesas de debate e a própria celebração de duas décadas do GT das Mulheres.

A análise de conjuntura teve foco nos múltiplos cenários políticos que envolvem a vida das mulheres, nos âmbitos local, regional, nacional e internacional.

As mesas de debate, por sua vez, discutiram as questões apresentadas na análise de conjuntura e avaliaram as políticas e os programas executados no GT, além da participação de representantes mulheres que atuam no governo de pastas, com foco no meio rural, entre elas:

  • Subsecretaria de Mulheres Rurais do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário);
  • Diretoria de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome)
    Agência  Nacional  de Assistência Técnica e Extensão Rural;
  • Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB/MDA);
  • Diretoria de Inovação para a Produção Familiar e Transição Agroecológica – SAF/MDA;
  • Diretoria de apoio a aquisição e a comercialização da agricultura familiar – SEAB/MDA.

As mulheres agroecológicas  encerraram a plenária  reafirmando que “Sem Feminismo,  não  há  Agroecologia!”. 

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