CETRA realiza Encontro de Avaliação 2025 e Planejamento de 2026
O evento contou com trabalhadoras/es, associadas/os, agricultoras/es e povos e comunidades tradicionais que compõem o CETRA
Por Pedro Mairton

O CETRA realizou na última semana, entre os dias 9 e 13 de abril, o Encontro de Avaliação de 2025 e Planejamento de 2026. O evento ocorreu no Sesc Iparana, em Caucaia, e contou com o corpo técnico do CETRA, além de associadas/os, agricultoras/es, povos e comunidades tradicionais dos territórios de atuação dos projetos da instituição.
O Encontro promoveu um debate coletivo sobre o trabalho realizado nos projetos da instituição no ano anterior e definir o plano de ações para 2026. Além da avaliação, houve uma análise de conjuntura que possibilitou refletir como o contexto impacta nas ações da instituição e contribuirão para construção de estratégias para superar os desafios do contexto.
Para a análise de conjuntura, o CETRA convidou a vereadora Adriana Gerônimo, do PSOL, e Daniella Alencar, mestre em Filosofia. Ambas conversaram sobre, principalmente, questões políticas e climáticas que afetam o semiárido e a população que habita a região.

Foram realizadas também dinâmicas de descontração em grupo e socialização entre os atuantes de todos os territórios. Coordenadoras/es e trabalhadoras/res puderam expor e esclarecer ideias e reflexões sobre a metodologia de trabalho. Neila Santos, coordenadora geral do CETRA, destacou a importância da reunião.
“Esse momento é extremamente importante para o CETRA, porque é um olhar que a gente faz para o que nós realizamos no ano anterior, e também possamos organizar e planejar o que iremos fazer em 2026. Participam conosco toda a equipe técnica, mas também representantes dos agricultores e das agricultoras dos grupos que o CETRA trabalha e mais associadas e associados”, iniciou Neila.
“Achamos extremamente importante que todas essas pessoas que são envolvidas com o CETRA, que participam das ações possam fazer esse olhar para o que o CETRA realiza em suas comunidades e também possa nos ajudar a perceber o que se precisa modificar dentro da nossa ação e assim atingirmos os nossos objetivos e o alcance da missão institucional”, finalizou a coordenadora.

Formação
O corpo técnico do CETRA passou ainda por dois momentos formativos (indicadores e monitoramento) com a Avuar Social, que ministrou palestras e apresentou ferramentas de auxílio ao trabalho, como planilhas, além de instruções para o melhor uso.
Os funcionários da Avuar Social prestaram acompanhamento constante quanto às dúvidas dos profissionais do CETRA, a fim de agilizar o entendimento das dinâmicas. Mirlânia Lima, da coordenação e uma das ministrantes da formação, explicou a parceria entre as duas instituições.
“Ao longo dessa semana, a Avuar Social está apoiando o CETRA no processo de planejamento institucional, que é parte essencial do funcionamento de uma organização e é aquilo que vai facilitar as dinâmicas ao longo do ano, e ao final possibilitar também a avaliação daquilo que foi alcançado”, disse Mirlânia.
“A Avuar Social tem trazido uma metodologia participativa, de forma integrada, que abrange todos os participantes de forma equilibrada, mas também dando espaço para que todos eles possam falar e participar, além de colocar também suas opiniões, trajetórias e experiências nesse processo”, concluiu a funcionária da Avuar.

Experiências
O Encontro de Avaliação e Planejamento do CETRA é realizado anualmente. O corpo técnico do CETRA, em grande maioria, está acostumado com as dinâmicas e processos do evento. Porém, também é comum a presença de pessoas que vivem a experiência pela primeira vez.
Foi o caso da jovem Lana Freitas, de 19 anos, agricultora do Sertão Central e uma das beneficiárias do ATER Bem Viver Semiárido. Ela afirmou estar gratificada por participar do Encontro e não escondeu a felicidade de ver na prática o planejamento do CETRA, sem falar do intercâmbio com agricultores de outros territórios.
“Acho que é de extrema importância que a gente esteja nesses momentos, principalmente como agricultora, porque a gente é a ponta final do trabalho deles (CETRA) e não vemos como é que é (feito) esse planejamento e qual é a intenção com essas ações. Hoje eu estou gratificada porque estou vendo o planejamento e entendendo quais são as opiniões dos agricultores dos respectivos territórios”, falou Lana.

Por outro lado, Zélia Silva não é mais uma novata no Encontro anual do CETRA. Ela é uma das multiplicadoras do projeto Floresta de Alimentos, financiado pela Petrobras e em parceria com a Diaconia.
Zélia ainda falou sobre o acompanhamento com a rede de agricultores da Feira Agroecológica e Solidária, realizada na sede do CETRA em Fortaleza toda primeira sexta-feira de cada mês, enquanto em Itapipoca ocorre semanalmente às quartas-feiras na praça do Cafita.
“É a segunda vez que estou aqui no planejamento do CETRA. E é de extrema importância estar se planejando nos projetos e no acompanhamento com a rede de agricultores da Feira Agroecológica e Solidária, a fim de ter o cuidado. Então, o planejamento é essencial para que tenha esse crescimento de trabalho e de convivência com os agricultores agroecológicos”, comentou.
O CETRA retornou normalmente às atividades nesta segunda-feira, 16 de março. O leitor pode acompanhar a programação atualizada da instituição nas redes sociais.


