CETRA é destaque nacional em Chamada Pública de ATER

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A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER) divulgou, no mês de julho (18/07), o resultado final da Chamada Pública de ATER 001/2023. O Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador e à Trabalhadora (CETRA), foi selecionado como uma das Instituições para desenvolver assistência técnica e extensão rural para mais de 10 mil mulheres. A proposta do CETRA foi destaque nacional, sendo entre as 80 Instituições habilitadas a primeira colocada em todo o país, com 322 pontos.

“O CETRA desde antes da sua fundação já tem um longo histórico de atuação com as mulheres rurais.  Essa compreensão em formar e visibilizar o trabalho das mulheres rurais passa pelo entendimento de sua importância no campo das lutas sociais e políticas pela terra. Elas sempre estiveram na luta. Segundo a Margô, nossa fundadora, as mulheres engrossavam as fileiras das lutas pela terra, se colocando à frente dos conflitos contra os antigos patrões, aqueles que se diziam donos das terras”, explica Suyane Fernandes, coordenadora de captação de recursos da Instituição.

Vale ressaltar que o CETRA desenvolve diversas ações voltadas para mulheres agricultoras rurais há muitos anos. Inicialmente, era trabalhado a organização social e política das mulheres, buscando sua inclusão e representatividade nos diversos espaços, inclusive no âmbito produtivo. “Os processos de formação política foram iniciados com elas ainda no final dos anos 70. Mais tarde com o amadurecimento de seu senso crítico, entendendo mais da universalidade dos problemas e da importância de sua participação política ativa, elas passaram a se organizar e articular com outras mulheres do estado e fora dele, o que favoreceu a criação do MMTR-NE (Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste) e também da Rede Latino Americana e do Caribe de Mulheres Trabalhadoras Rurais (LAC)”, contextualiza Suyane.

E, agora, o CETRA colhe os frutos desses anos de trabalho árduo, ao levar tecnologias sociais, impulsionando a comercialização de suas produções e capacitando mulheres para geração de renda. Assim, o projeto vem contribuir ainda mais com a independência de tantas outras mulheres, já que visa trabalhar questões relacionadas à autonomia, alimentação e vidas saudáveis, além de permitir o desenvolvimento de sistemas produtivos agroecológicos e a adoção de práticas sustentáveis de uso e manejo dos recursos naturais.

Ao longo dessas quatro décadas, especificamente, nos últimos 20 anos, mais de 148 mil mulheres foram beneficiadas em mais de 150 projetos do CETRA em todo o semiárido cearense. “Aprovar uma nova chamada de ATER para mulheres numa conjuntura de reorganização do processo democrático, nos anima, mobiliza e fortalece na luta que é permanente pelos direitos sociais dessas mulheres e contra toda e qualquer forma de violência e violação de seus direitos.  Essa chamada traz a importância de se investir e visibilizar os trabalhos produtivos realizados pelas mulheres rurais, incidindo na diminuição das desigualdades de gênero no campo”, finaliza Suyane. 

Na terça-feira (15/08), Neila Santos, coordenadora executiva do CETRA esteve em Brasília para assinar o contrato da chamada. As ações de ATER serão implementadas no período de 17 meses, com visitas técnicas às propriedades rurais e atividades coletivas como reuniões de planejamento, oficinas, dias de campo, rodas de conversas para orientação técnica, capacitação e sistematização de experiências realizadas pelas mulheres.

Para Neila, esse resultado é importante e significativo, pois permite afirmar o amadurecimento da Instituição quanto ao trabalho na luta e pauta das mulheres rurais. “O resultado é um reflexo de uma metodologia institucional que se afina com metodologias participativas e que assume o feminismo como o caminho possível para a superação das desigualdades de gênero no campo e nas cidades”.

Confira o resultado final da chamada clicando AQUI.

Como contribuir?

Com sua ajuda podemos fazer ainda mais. Quem quiser contribuir com mais ações voltadas para mulheres rurais, pode doar um valor mínimo de R$ 10,00. Basta fazer o cadastro no nosso site.

Os recursos captados são destinados para execução de programas que apoiem a formação de mulheres em agroecologia, compra de cestas de produtos saudáveis produzidos por mulheres agricultoras e ainda a implantação de tecnologias sociais, como o biodigestor.
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