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O segundo dia do 9º Encontro Territorial de Agroecologia, que acontece em Itapipoca, Ceará, foi marcado pelos intercâmbios. Os agricultores se dividiram entre as sete propostas de troca de experiências envolvendo agroecologia em diferentes níveis.

Logo cedo, após o café da manhã, os grupos seguiram seu destino. Na serra, dois grupos foram a lugares distintos; a casa de Gercina, em Santo Amaro e o SAF de Seu Marcos, quilombola da comunidade Nazaré, ambos na área serrana. Os outros grupos foram rumo a praia e visitaram o SAF da Fafá, no Jenipapo, Seu Zé Julio, com seu quintal agroecológico no Vieira dos Carlos, o feirante e agricultor Seu Wilson, do Batalha e Dona Mariana, na Barra do Córrego. Todos os intercâmbios, além de serem importantes para conhecerem a área e a experiência do agricultor, tiveram também momentos práticos, dessa vez, com desenvolvimento e manejo de defensivos naturais.

IXETA21Após o almoço, Alex, do PATAC, na Paraíba, veio trazer um pouco da experiência de seu território, mostrando a trajetória do PATAC e das Sementes da Paixão. Os agricultores do Ceará puderam conhecer alguns pontos em comum entre os territórios que, mesmo distantes, apresentam conflitos semelhantes e viram na agroecologia a possibilidade de um desenvolvimento rural sustentável. Após esse momento, os agricultores receberam recortes do território e se dividiram novamente no intuito de diagnosticar aspectos de seus municípios, apontando pontos que são possíveis de ser encontrado em seus municípios, tecendo uma teia de ações a fim de mapear o território através da luta das mulheres, das agroflorestas, da juventude organizada, redes de economia solidária e iniciativas de fundos rotativos.

Após a montagem do painel os agricultores foram narrar suas visitas de intercâmbios, fazendo uma conexão entre o tema do ETA e os intercâmbios, assim, os participantes foram trazendo os aspectos que condiziam com Cuidar da Terra, Alimentar o Mundo e Cultivar a Esperança. Por fim, todos puderam desfrutar de uma noite cultural recheada de atrações, como os indígenas que dançaram o Torém junto com os participantes e o grupo de dança Balé Baião que fez uma homenagem ao Dia da Consciência Negra e o forró pé de serra tomou conta do resto da noite animando os agricultores e agricultoras.

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