Cartilha ETA

Texto: Thiberio Azevedo

Fotos: Alexandre Greco

Construção e fortalecimento da agricultura camponesa, através da comunicação popular. Nessa quarta-feira (19), O Cetra e as Redes de Agricultores/as Agroecológicos/as dos Territórios dos Vales do Curu e Aracatiaçu e do Sertão Central lançaram a cartilha Dos Quintais para as Feiras.

A cartilha, lançada dentro da programação do IX ETA, surgiu a partir de dois projetos. Em 2010, o Cetra elaborou o projeto Produção Agroecológica e Solidária (PAIS), em parceria com a Fundação Banco do Brasil. Através do projeto 150 famílias dos municípios de Quixadá, Senador Pompeu, Paracuru, Paraipaba, Trairi, Amontada e Meruoca, obtiveram a tecnologia PAIS, que consiste no sistema de plantio de hortas em forma de mandala, com a criação de galinhas no centro da mandala. O objetivo dessa tecnologia é que o esterco produzido pelas galinhas sirva de adubo para a horta.

Com o sistema de produção garantido surgiu a necessidade de venda dos produtos agroecológicos que excediam do consumo das famílias. Surgiu então o Projeto Comercialização Solidária dos PAIS, com famílias de Quixadá, Trairi, Amontada e Paracuru.

“Esse projeto colaborou com as famílias, com assessoria e, principalmente, incentivou os agricultores e agricultoras à comercialização dos produtos agroecológicos. Resultou na Feira Agroecológica e Solidária de Paracuru, de São João dos Queiroz e a de Quixadá. O projeto apoiou as feiras com infraestrutura de barracas, e também teve a sistematização das experiências”, explica Neila Santos, que coordenou o segundo projeto.

Além de contar as experiências das famílias agricultoras dos territórios dos Vales do Curu e Aracatiaçu e Sertão Central, a cartilha descreve o cotidiano de algumas Feiras e partilha receitas de algumas delícias agroecológicas, receitas desenvolvidas pelos próprios agricultores e agricultoras.

Emocionada, a agricultora, Marcinha, de Bom Jardim, Quixadá, falou sobre a experiência das feiras, “A nossa feira de São João dos Queiroz fez três anos. Nós fazíamos de quinze em quinze dias, mas a população queria toda semana, e nós passamos a fazer assim. É uma luta de resistência, porque nós estamos na pior seca da nossa região. Nós fazemos de tudo pra ter feira. Agradeço a Deus por nós termos essa nossa renda mínima, agradeço o Cetra a o Instituto Antônio Conselheiro (IAC)”.

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