Texto: Francisco Barbosa e Gleyciane Teles

Fotos: Equipe CETRA

 

Professores/as e estudantes de nove escolas localizadas dos municípios de Irauçuba, Moraújo, Coreaú, Senador Sá e Graça, todos do Território de Sobral, participaram, de setembro a novembro, de processos formativos do Projeto Cisternas nas Escolas, realizado pelo CETRA, por meio do Projeto Paulo Freire, em parceira com Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), financiado pelo FIDA. Nesse período foram trabalhados temas como “Cuidados com as Cisternas” e “Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido”.

Durante esse período foram realizadas: Uma capacitação de comissão municipal, com a participação de gestores municipais e sociedade civil; Nove reuniões junto à comunidade escolar beneficiada com a chegada da cisterna; Um Curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos e Escolar, com as merendeiras/os, zeladores/as, porteiros/as, que são as/os profissionais com acesso direto a cisternas no zelo e cuidado dela; Um processo formativo com três oficinas de Educação Contextualizada para o Semiárido, que teve como objetivo principal sensibilizar educadores/as a refletir sobre a importância da valorização do saber popular, reconhecendo a cultura local e buscando ações e estratégias que contribuam para um outro olhar sobre o Semiárido, tanto no âmbito escolar como em toda comunidade.

 

Dentro desse processo foi possível realizar momentos de trocas de experiências; realizar intercâmbios de experiência para conhecer o processo de educação do Povo Quilombola, assim, foi visitado a experiência do Quilombo do Batoque, em Pacujá – CE. Essa visita foi realizada dentro da segunda oficina, no Dia da Consciência Negra. No terceiro módulo o intercambio foi realizado na aldeia indígena do Povo Tremembé da Barra do Rio Mundaú em Itapipoca – CE, lá foi visitada a Creche Curumin e Cunhatã e a Escola indígena Brolhos da Terra, além do acampamento e da OCA digital. Por fim foi realizado o Encontro Territorial realizado em Sobral com o tema: “Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido”.

 

Rosa Oliveira é zeladora da Escola de Ensino Fundamental Antônio Gonçalves Machado, no município de Moraújo. Ela participou de todo o processo de formação e afirma que a escola já passou por várias dificuldades por falta d’água, mas que essa realidade está perto de mudar. “Esse projeto é muito bom. Ele veio pra ajudar na escola e na comunidade. A gente já passou por muita dificuldade por falta d’água e eu acredito que, a partir de agora as coisas vão melhorar”, diz.

 

Todas as escolas já estão com as cisternas construídas. Cada cisterna tem capacidade para 52 mil litros e juntas beneficiarão aproximadamente 700 estudantes.

 

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