Texto e fotos: Thiberio Azevedo 

 

“Mulher forte e guerreira

Vive sempre de lutar

Mulher vem nessa luta

Teu direito conquistar”,

 

Nazaré Flor,liderança rural da região

de Itapipoca e poetisa,

atou na luta pelos direitos das mulheres

e foi uma das fundadoras do MMTR-NE.

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Nesta manha (24), o CETRA realizou atividade ainda em celebração ao 8 de março. O Seminário Agricultura Familiar: Avanços no Campo e para a Trabalhadora Rural reuniu mulheres que são lideranças nos municípios que formam o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido, da Microrregião de Itapipoca.

No primeiro momento, elas conversaram sobre os avanços históricos da luta das mulheres do campo, com a conquista de políticas públicas e o reconhecimento delas como trabalhadoras rurais, após essa explanação, elas conversaram sobre as particularidades na luta em cada município.

Iris Maria, coordenadora regional de Mulheres, da Fetraece, lembrou a importância da Marcha das Margaridas, evento que acontece a cada três anos em Brasília, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. O evento em 2011 reuniu cerca de cem mil mulheres.

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A secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais do sindicato de Apuiarés, Elizângela Neres de Castro, informou ao grupo sobre o início da formação de um coletivo de municipal de mulheres, e sobre outra conquista da Marcha das Margaridas: dois ônibus, para divulgação da Lei Maria da Penha nas cidades do interior do estado.  Os membros do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE) – regional do Ceará estão planejando as formas de utilização desse sistema de informação itinerante. Outro ganho do movimento foi a prioridade das mulheres no recebimento do beneficio Garantia Safra.

Elas conversaram também sobre as lutas no cotidiano das comunidades, seja na garantia de documentos de identificação, registro como trabalhadoras rurais até o trabalho na produção da merenda escolar.

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A dona Mariana Martins, do Assentamento Maceió, em Itapipoca, relembrou a luta das mulheres pela terra, o trabalho no manejo agrícola e utilização da água, e as primeiras discussões de gênero, levantadas pelo CETRA, no Assentamento – com a dificuldade de compreensão dos homens. 

Ela fala emocionada, “mas nós nunca desistimos. Com todo esse esforço, com o apoio do CETRA, com a luta da Nazaré (Nazaré Flor, liderança rural da região de Itapipoca e poetisa, foi uma das fundadoras do MMTR-NE), trazendo o ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) e pelo salário maternidade”.

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