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Texto e fotos: Miguel Cela

 

 

Nos dias 2 e 3 de maio aconteceu, em Sobral (CE), a oficina sobre Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) com os técnicos e assessores do Projeto Paulo Freire. Facilitada pela coordenadora do CETRA, Neila Santos.

 

A oficina partiu de uma demanda dos técnicos que encontravam dificuldades em abordar a temática com as famílias acompanhadas pelo projeto. Por isso, a oficina foi dividida em dois momentos: um de apresentação do tema, mais amplo, com todos, e um sobre como levar as discussões para as comunidades, apenas com os assessores.

 

A discussão sobre SAN prendeu a atenção dos mais de vinte participantes que se mostravam ansiosos por conhecer mais sobre essa temática ainda nova para a maioria. Técnicos e assessores puderam ter o primeiro contato e, também, aprofundar seus conhecimentos sobre SAN, as políticas públicas que contribuem para que ela se efetive, os desafios e obstáculos dessa efetivação.

 

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Gabriel Castro, assessor do Projeto Paulo Freire em Sobral, conta que “foi além da expectativa da gente, o formato ficou bem leve, bem legal. Dá subsídio de ideias pra gente trabalhar”. A formação permitiu, também, perceber sobre os próprios hábitos alimentares dos participantes. A assessora Cristina Costa contribuiu refletindo sobre a importância de estar mais atenta e ter mais responsabilidade ao que é servido de alimentação em atividades na comunidade, e também nos próprios hábitos alimentares. Para ela, ainda temos muito o que estudar.

 

O olhar sobre como levar a discussão à comunidade foi tema do segundo dia do encontro. Dessa vez, apenas os assessores participaram. Reunidos em grupos, discutiram sobre ações que já são desenvolvidas pelos técnicos com as famílias e sobre as ações coletivas que podem gerar discussões.

 

Dentre as ações a serem desenvolvidas, a compra de alimentos saudáveis e a sensibilização sobre a origem dos alimentos foi indicado como sendo o primeiro passo, seguido de formações em temas diversos, como agroecologia, saúde e alimentação; ações específicas com as juventudes e com as mulheres, em relação aos quintais.

 

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Para Rêmulo Holanda, o exemplo tem que vir da própria equipe: “Às vezes a gente fica muito na fala, mas o que representa mesmo é a nossa ação”. Para ele, quando chegamos em uma comunidade para falar de SAN, não podemos chegar com qualquer alimento. Rêmulo é completado por Levi Costa, que afirma que o “processo é gradual, ele é lento, porque você é acostumado com outro tipo de alimentação, e aos poucos você vai começando a tentar abrir mão”.

 

Em tempos de retirada de direitos, de extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Consea e de aumento no número de registros de agrotóxicos no país, alimentar-se é, cada vez mais, um ato político e saber as origens da comida que nos alimenta é de suma importância. Mostrar isso e sensibilizar os técnicos foi o principal objetivo da oficina, como conta Neila Santos: “perceber o que o projeto Paulo Freire já faz no campo de SAN e o que nós, a partir dos novos conhecimentos podemos fazer”, e também perceber que “todas as ações do projeto têm relação direta com segurança alimentar e nutricional”. Segundo Neila, o maior desafio é debater agroecologia e segurança alimentar e nutricional a partir da implantação dos sistemas de reuso e galinheiros.


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